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Guia da compostagem: como transformar seu lixo orgânico em adubo

Há mais de 30 anos fazendo história

Guia da compostagem: como transformar seu lixo orgânico em adubo

Responsável pela produção anual de 37 milhões de toneladas de lixo orgânico, o Brasil vive uma crise de resíduos que pode ser controlada com ações individuais. Aprenda como!

  • Autora: STEFANI SOUSA – 29 AGO 2019 – 05H45 ATUALIZADO EM 17 JAN 2020 – 12H03 Revista GLAMUR

É um ciclo vicioso: comprar comida, cozinhar, comer e jogar fora os restos. Mas o que é feito com o lixo depois que ele sai de casa? A responsabilidade individual acaba no momento da coleta? Não para o meio ambiente. O Brasil vive hoje uma das piores gestões de resíduos do mundo e se consolida como o 4º país que mais produz lixo no planeta*. Do montante, 37 milhões de toneladas anuais são de lixo orgânico**. Um problema que poderia ser minimizado pelo aumento da prática da compostagem nos lares do País.

Compostagem (Foto: Marcella Tamayo)
Composteira – já tem a sua? (Ilustração: Marcella Tamayo)

O que é

A compostagem é o processo de reciclagem de materiais orgânicos que os transforma em adubo. Em grandes cidades existem pátios de compostagem que realizam o processo, mas que ainda não são capazes de tratar todo o lixo produzido. Em São Paulo, por exemplo, são apenas 5. A alternativa é compostar em casa escolhendo um dos vários métodos oferecidos e usando o material produzido para cuidar do próprio jardim e da própria horta, por exemplo.

Com a palavra, quem composta

“”Conheço a compostagem desde quando nasci. Sou do interior da França e, na minha infância, a prática não era conhecida por esse nome. Era um gesto natural, uma tradição em todas as culturas do interior e do campo. Não se jogava lixo fora e a maior parte do lixo era orgânico”, afirma o chef e restaurateur Olivier Anquier, 59 anos.

Ao chegar no Brasil, Olivier conta que foi viver em um apartamento e não conseguia compostar. Depois de comprar uma casa, voltou para a prática, que segue fazendo há 20 anos. “É um costume juntar o lixo orgânico e transformá-lo em fermento para a minha horta. Os benefícios são muitos, com legumes e saladas maravilhosas. Tudo supernatural, sem absolutamente nenhuma contaminação química.” Privilégio nos dias de hoje, quando o Brasil é o país que mais usa agrotóxicos no mundo, né?

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O Brasil é o país que mais usa agrotóxicos no mundo. Vamos ajudar a reverter esse quadro? (Foto: Getty Images)

Impactos ambientais e sociais

Não compostar é um mau hábito ainda muito frequente no Brasil e com uma série de consequências. “Cerca de 50% dos municípios despejam os resíduos em lixões, sem separação. Mais da metade desses resíduos gerados em residências são orgânico, ou seja, restos de comida. Se cada pessoa ou família tivesse uma compostagem em casa, essa quantidade cairia para menos da metade”, explica Fernanda Cortez, 37 anos, idealizadora do movimento Menos 1 lixo e defensora de Mares Limpos pela ONU Meio Ambiente.

“A quantidade de lixo embalada em saco plástico também seria muito menor. Os lixões contaminam o lençol freático, o solo e são focos de doenças. Os aterros têm prazo de validade e os resíduos orgânicos geram gás metano, que é 20 vezes mais poluente que CO2. Pergunto: qual é a necessidade de tudo isso sendo que podemos, naturalmente, devolver esse resíduo e transformá-lo em terra e adubo?”, completa. 

Para Fernanda, as melhorias ultrapassam questões ambientais e refletem em impactos pessoais: “O principal benefício para quem composta é se maravilhar com os ciclos da natureza, entender que somos parte daquilo e resinificar a responsabilidade em relação ao nosso resíduo. Fico muito grata toda vez que abro minha composteira, vejo aquela terra maravilhosa e as minhocas trabalhando. Na prática, começamos a repensar o quanto se compra,se consome e se deixa estragar de comida”.


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