Resíduos tóxicos; Como descartar corretamente o lixo tóxico?

Os resíduos tóxicos são aqueles que apresentam algum grau de toxicidade e oferecem riscos ao meio ambiente e à saúde. Assim, o lixo tóxico é todo o resíduo descartável que contém compostos químicos e pode ser gerado por empresas, indústrias, hospitais, laboratórios, institutos de pesquisa e residências. Esses componentes podem contaminar o solo, a água e o ar, podendo entrar no organismo através do contato direto, ou até mesmo pela respiração. São exemplos de resíduos tóxicos as baterias de carro, pilhas, lâmpadas e equipamentos eletrônicos. Por isso é necessário o descarte adequado desses resíduos, evitando comprometer a qualidade de vida do ser humano e também o meio ambiente.
Na Constituição Federal de 1988, o Artigo 225 do Meio Ambiente aponta que a empresa que comercializa produtos classificados como tóxicos deve recolher e destinar os mesmos quando estes não estão em uso, demonstrando uma preocupação com o meio ambiente e os seres vivos. As empresas detêm diferentes meios de recolher esse material, como contratar pessoas responsáveis pela retirada, ou até oferecer desconto em novos produtos em troca do velho como é o caso de aparelhos celulares. Além disso, boa parte dos estabelecimentos possui balcões de atendimento onde o cliente pode descartar material tóxico como pilhas e baterias. Dessa forma é possível entrar em contato com as empresas para retirada de produtos como bateria de celular, aparelhos eletrônicos danificados e pilhas, a fim de serem destinados corretamente. Essa destinação não inclui aterros sanitários ou lixões.
Todo lixo que produzimos atualmente pode ser direcionado para a reciclagem e assim evitar que seja descartado em lixões e aterros onde podem causar danos ambientais e perigos à saúde. Porém, para fazer o correto descarte do nosso lixo é necessária a correta separação dos resíduos, pois, se misturados, eles não podem ser reciclados.
O lixo tóxico é um dos mais perigosos, pois contém substâncias nocivas e propriedades químicas. Os resíduos liberados por esse tipo de lixo podem se acumular nos primeiros níveis das cadeias e teias alimentares, podendo extinguir espécies e ainda causar gravíssimos problemas de saúde nos humanos.
Mas quais são e como podem ser descartados? Separamos abaixo os principais resíduos tóxicos e sua destinação, confira:
Pilhas e baterias: Independentemente do tipo ou do tamanho, elas possuem os metais cádmio, chumbo e mercúrio. Para descartá-las, envolva a pilha ou a bateria em um saco plástico, separando-o do lixo comum, e deposite em postos de coleta específicos. Se preferir, devolva-os à loja em que você comprou ou outros estabelecimentos.

Óleo de cozinha: Se descartado na pia, o óleo pode cair em rios e córregos, impedir a entrada de oxigênio e luz na água, ocasionando a morte de peixes e plantas. A solução é coletá-lo em uma garrafa e, quando estiver cheia, direcioná-la aos postos de coleta autorizados ou produzir sabão caseiro.

Remédios: Esse tipo de produto contém substâncias químicas que podem contaminar o solo e a água quando jogado nos aterros sanitários. O descarte dos medicamentos vencidos deve ser feito, de preferência, com a própria embalagem e levados em Centros de Atendimento Públicos de Saúde ou farmácias.

Lâmpadas: Armazenado dentro da lâmpada, o mercúrio é um metal tóxico. Quando a lâmpada queima, esse metal se dispersa, impregnando os materiais sólidos e ficando protegido apenas pelo vidro, que passa a ter resíduos tóxicos capazes de contaminar o solo e a água. Procure colocar as lâmpadas em caixas fechadas e separadas do lixo comum e procure um posto de coleta específico.

Eletrônicos e eletrodomésticos: Esses metais pesados contêm cádmio, chumbo e níquel e são altamente tóxicos. Além desses, outros materiais, como plástico, vidro e borracha, que também compõem esses aparelhos, demoram muito tempo para se decompor no meio ambiente, além da presença do CFC, um gás tóxico usado no processo de refrigeração que destrói a camada de ozônio. Para descartá-los, entre em contato com o fabricante e se informe como retornar o produto para ele.

Resíduos Tóxicos de Origem Hospitalar
Postado 8 anos atrás por em Gestão Ambiental

Existem efeitos negativos e prejudiciais para o ambiente, incluindo os seres humanos, gerados durante o atendimento ao paciente. Lixo hospitalar consiste no risco potencial para a saúde dos trabalhadores de saúde, públicos, da flora e fauna da região.
Infecções hospitalares tem transfusão de doenças transmissíveis, como o aumento de incidência de hepatite B e HIV, ou da poluição da água que leva ao aumento da possibilidade de pegar doenças. A poluição do ar acontece devido à emissão de gases perigosos por incineração, como dioxinas, ácido clorídrico, entre outros.
Tire Suas Dúvidas
Isso obriga as autoridades a pensar com seriedade sobre resíduos hospitalares e as doenças transmitidas através da disposição inadequada de resíduos hospitalares. Em termos gerais o problema se tornou séria ameaça para a saúde pública e, em última análise, o Governo Central dos Estados Unidos teve de intervir para impor manuseio e eliminação de resíduos hospitalares em ato aprovado no mês de julho de 1996.
Um hospital moderno é um sistema complexo e multidisciplinar, que consome milhares de itens para a prestação de cuidados. Todos os produtos consumidos no hospital deixam sobras inutilizáveis, ou seja, lixo hospitalar.
O século XX testemunhou a multiplicação rápida do hospital, no setor público e privado, ditada pelas necessidades de expansão da população. O advento e aceitação de “descartável” fez a geração de resíduos hospitalares serem fator significativo no cenário atual.
Níveis Tóxicos
Alguns aspectos da legislação esbaram nos atos para gerenciar resíduos químicos nas unidades geradores que necessitam executar análise repleta de critério antes de programas e administração dos resíduos.
Existe o objetivo publico de diminuir os danos que podem ser causados por conta dos rejeitos químicos inclusive dentro de corpos receptores, tais como aterros, águas superficiais e rede de esgotos, por exemplo.
Meio ambiente e saúde
O lixo tóxico pode causar diversos danos à saúde e ao meio ambiente, e constantemente são descobertos novos problemas. Um problema bastante frequente em relação a esses resíduos é a intoxicação através de seus componentes químicos, causado em sua maioria por pilhas e baterias velhas. Em casos mais graves, podem se desenvolver tumores malignos nos ovários e nas mamas no caso das mulheres, e nos testículos e próstata no caso dos homens. Apesar destes serem os tumores mais comuns relacionados à resíduos tóxicos, podem existir casos em que outras áreas são afetadas.

Considerando o risco que esse tipo de resíduo representa para a saúde e o meio ambiente, muitos estudos são realizados buscando compreender quais são as consequências da contaminação e também como destinar corretamente o lixo tóxico. Assim, duas tecnologias para descontaminação ambiental foram desenvolvidas por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e licenciadas para a empresa Contech Produtos Biodegradáveis. Uma das tecnologias tem como objetivo o tratamento de efluentes industriais, e a outra tecnologia visa a retirada de compostos tóxicos do solo.

Apesar desse tipo de resíduo ser gerado em maior quantidade por indústrias de diferentes segmentos, também é possível encontrar nas residências diferentes tipos de produtos com potencial de contaminação ambiental, devido sua composição química. Por este motivo é importante que se tenha cuidado com as formas de armazenamento, preservação e destinação principalmente de celulares, pilhas, baterias e computadores. Dessa forma, cuidamos do meio ambiente e da saúde, prevenindo doenças e contaminações que afetam a qualidade de vida e até mesmo recursos naturais.
Fontes: Pensamento Verda: https://www.pensamentoverde.com.br/reciclagem/como-descartar-corretamente-o-lixo-toxico/
Info Escola: https://www.infoescola.com/ecologia/residuos-toxicos/
Cultura Mix: https://meioambiente.culturamix.com/lixo/lixo-toxico-o-que-e-e-como-evitar & https://meioambiente.culturamix.com/gestao-ambiental/residuos-toxicos-de-origem-hospitalar
